Não existe 'facilitação' na evolução
Fazer o 'seu melhor' com constância e consciência, é a única coisa a ser feita.
Este texto nasce do desejo de trazer uma reflexão honesta, direta e responsável sobre temas amplamente abordados por tradições religiosas, correntes espiritualistas e práticas energéticas, muitas vezes de forma superficial, fragmentada ou romantizada.
Este é um assunto difícil de se falar, uma vez que percebemos existir um grande vácuo informacional, crenças, ilusões, falta de práticas sérias e conscientes... Além disso, as pessoas querem tudo muito fácil, rápido, que não precise empenho da sua parte, e assim preferem ‘terceirizar’ ações, com a ilusão de que vão resolver as suas questões.
Livros, vídeos, aulas, que encontramos nos mais variados locais, também não contêm tudo. Muitas vezes, isso não acontece de forma proposital, mas simplesmente porque nenhuma referência bibliográfica ou humana, e mesmo experiências pessoais, consegue abranger as inúmeras possibilidades de intercorrências do plano espiritual, as quais muitas vezes acontecem e nós nem suspeitamos.
Mesmo assim, muito não nos é ensinado, esclarecido ou sequer considerado quando se fala em evolução, espiritualidade e energia. Além disso, muitos espiritualistas ainda estão apenas em suas teorias e desconhecem a parte prática, que verdadeiramente traz a profundidade, a experiência e a possibilidade de sair da ilusão que a superficialidade condicionada aos livros nos traz, principalmente sobre o conceito de energias.
O plano espiritual não opera segundo expectativas humanas, promessas de conforto ou atalhos convenientes. Ele responde, com precisão absoluta, ao nível de consciência, intenção e coerência de cada um de nós.
O nosso processo evolutivo encontra barreiras que dificultam nossa compreensão e aceitação. Essas dificuldades envolvem tanto fatores externos ligados a culturas e crenças, quanto a limitações internas ao lidar com mudanças.
Hoje temos a ciência que já comprova inúmeros fatos, que antes eram considerados sobrenaturais… agora já temos provas que somos constituídos de energia e emanamos energia por todos os nossos poros. Além disso, tudo ao nosso redor é energia com variadas frequências: radio, WiFi, televisão, celular, antenas, planeta, e todo o cosmos. Não podemos ver, mas elas existem. Vivemos num oceano de vibrações e influenciamos e somos influenciados por todas elas.
Você pode ter lido inúmeras vezes a frase “tudo é energia”, inclusive temos a famosa equação (E=mc²) de Einstein, demonstrando que massa (matéria) e energia são intercambiáveis, ou seja, a matéria é energia condensada.
A física quântica mostra que, em nível fundamental, os átomos (blocos construtivos da matéria) são energia em movimento e vibração, e não entidades sólidas e fixas, mostrando que tudo é vibração.
No entanto, a pergunta central raramente é feita:
Quem comanda essa energia?
O que quase ninguém comenta, vivencia e compreende, é que existe uma consciência que comanda essa energia, e em vez de focar na consciência, foca na energia. É como conhecer todos os detalhes de um veículo e ignorar completamente a qualidade do condutor.
Cada estado interno nos sintoniza com frequências semelhantes no nosso exterior, e com isso ficamos vulneráveis a influências espirituais de baixa frequência vibratória. Os estados emocionais como raiva, mágoa, ansiedade, estresse crônico e pensamentos obsessivos alteram diretamente nosso campo energético. Não por punição, mas por coerência vibracional.
Não se trata de imperfeição moral, mas de condição humana em aprendizado contínuo, e é importante saber que somos impactados constantemente por múltiplos fatores: o ambiente, a herança genética, os padrões inconscientes e registros de outras experiências de vida (paragenética). A diferença não está em não possuir limitações, mas em assumir responsabilidade consciente sobre o que se faz com elas. Quando não há lucidez, a pessoa não apenas sofre influências, ela mesma se torna um ‘agente ativo’ de magnetização dessas frequências mais baixas.
Atualmente, a busca por soluções rápidas, rituais milagrosos ou práticas que prometem “resolver” questões profundas, revela uma tentativa de ‘terceirizar’ o próprio processo evolutivo. Esse movimento, ainda que compreensível em momentos de dor ou desespero, costuma gerar resultados frágeis, temporários e, muitas vezes, problemáticos.
A evolução real não ocorre por aceleração forçada. Não tem como encurtar caminho, pular etapas, ela exige enfrentamento interno, autoconhecimento, revisão de padrões e amadurecimento emocional. O aprendizado que não passa pela experiência consciente não se sustenta.
O risco maior não está em errar, mas em agir sem discernimento, manipulando forças que não se compreende e estabelecendo vínculos energéticos dos quais não se conhece a natureza.
O plano espiritual é um ‘campo’ desconhecido pela maioria dos seres humanos, principalmente por falta de conhecimento e prática. Se desconhecemos muitas coisas que acontecem aqui neste plano material, visível, imagine então que não teremos a mínima noção do que podemos encontrar no plano espiritual, invisível.
Todos os seres encarnados neste mundo, sem exceção, têm suas deficiências morais, éticas, e trazem crenças ou vivências de outras vidas. Isso vale para todos nós, mas o que cada um vai fazer com isso, é que faz toda a diferença na nossa vida.
Todos nós, sem exceção, vamos errar muito no processo, e nem adianta imaginar que poderia ser diferente, porque não é. Só aprendemos efetivamente com a prática. E inconscientemente (ou não), tentamos ‘mascarar’ nossas tendências ruins, mas elas se revelam vez ou outra, com certeza. Assim, depende apenas da escolha de cada um para manifestar seus pensamentos, sentimentos e exteriorizar suas ações, e essa energia vai ressoar forte com o que vem de dentro de si mesmo, impactando e se revelando no seu exterior.
Cada ser humano é responsável pela energia que emite e pela frequência com a qual se sintoniza. Pensamentos, sentimentos e atitudes não são abstratos, produzem efeitos, geram ressonâncias e constroem realidades. Tendo consciência disso, mexer com energias do plano espiritual sem conhecimento, pode ter consequências muito sérias, as quais poderão impactar em situações muito complicadas.
Somos como ‘antenas’, sintonizamos a ‘rádio’ conforme a frequência que estamos. E isto pode nos conectar com qualquer entidade do plano espiritual, que pode até ser o que você deseja, mas pode ser outra coisa, totalmente diferente.
Lembrando: você sintoniza não com o que você quer, mas com energias que estão na sua frequência vibratória, de acordo com seus pensamentos, sentimentos e atitudes.
Assim, temos que ter conhecimento sobre como mexer com energia. A energia não é boa ou ruim, ela é neutra e o que determina seus efeitos é a intenção que a conduz.
A verdadeira ‘intenção’ é a que manda, é esta que vale para a espiritualidade. Pode-se até tentar ‘mascarar’ a sua intenção, mas no plano espiritual nada se esconde, nada se oculta. Cada ação, pensamento ou sentimento gera um registro interno que nos acompanha, independentemente de crenças, discursos ou justificativas.
Muitas dessas crenças, rituais, práticas levam à ilusão de que você pode ‘terceirizar’ a consecução de coisas, mas não é isso que acontece. Toda ação/intenção é da sua responsabilidade. E tudo tem seu preço, ou seja, tem consequência, que pode ser boa ou ruim.
Não é possível ‘terceirizar’ responsabilidade dizendo “entrego nas mãos de Deus”. Isso não é fé, é abdicação do próprio ‘dever evolutivo’. As leis que regem a consciência não são negociáveis, não admitem atalhos e não funcionam como as leis humanas. Deus nos colocou neste plano justamente para que tenhamos nosso aprendizado e cumpramos com nosso propósito de vida.
A verdadeira evolução não pode ser facilitada porque ela exige trabalho interno real. Não há como pular etapas, comprar consciência ou terceirizar amadurecimento.
Conhecimento, terapias e práticas podem auxiliar na compreensão, mas não substituem a decisão íntima de mudar. A transformação ocorre de dentro para fora e exige integridade que é a coerência entre pensar, sentir e agir.
Existem crenças, rituais, práticas que ajudam as pessoas, claro que sim. Entretanto, é preciso conhecimento para poder diferenciar o que é algo bom e do que não é. E isso não é fácil, além do que muitas vezes somos estimulados e levados pela ansiedade, desespero, aceitando fazer práticas sem conhecimento da sua essência e origem. Ou ainda, somos enganados, o que é bem comum. Mais uma vez, cada pessoa tem compromisso com a sua evolução e é responsável por tudo o que faz.
A trajetória evolutiva é individual e intransferível. Para evoluir é preciso mudar a si mesmo. Mudar dentro de si, para que a energia emanada do seu interior, seja benevolente, amorosa, que tenha discernimento, lucidez e coerência entre seus pensamentos, sentimentos e atitudes. Isso não é fácil…
Vivemos sob as LEIS DE DEUS, e destas leis não temos como fugir, driblar, escapar, negociar ou entrar com ‘recursos’ (como na lei dos homens). Somos os únicos responsáveis por mudar a nós mesmos e nos tornarmos seres humanos melhores a cada dia.
A mudança começa quando você assume integralmente a responsabilidade por si mesmo e passa a cultivar pensamentos, sentimentos e atitudes alinhados e sempre com discernimento, lucidez e amor.
E aqui, deixamos uma verdade essencial que aprendemos na caminhada: não adianta fazer o bem sem amor. A intenção é o que sustenta a frequência. O amor consciente, não o discurso, mas a prática, é a única força capaz de reorganizar o campo interno e, consequentemente, a realidade externa.
Estamos aqui neste mundo até compreender e agir como nos diz o ensinamento bíblico: ‘amar ao próximo como a si mesmo’. Enquanto não se compreende isso, busca-se facilitação; quando se compreende, aceita-se o trabalho e é exatamente aí que a evolução começa.
Texto escrito em parceria:



